Quem se casou com Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico?

Maria Teresa da Áustria se casou com Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico em .

Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico

Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico

Francisco I (Nancy, 8 de dezembro de 1708 – Innsbruck, 18 de agosto de 1765) foi o Arquiduque da Áustria de 1740 até sua morte e também Imperador Romano-Germânico a partir de 1745, porém sua esposa Maria Teresa da Áustria era quem realmente exercia o poder real. Também foi Duque da Lorena entre 1729 e 1737, quando recebeu em troca o título de Grão-Duque da Toscana. Era filho de Leopoldo, Duque de Lorena, e sua esposa Isabel Carlota de Orleães.

Juntamente com a sua esposa, a imperatriz Maria Teresa, fundou a dinastia Habsburgo-Lorena. Entre 1728 e 1737, foi duque de Lorena. Em 1737, o Ducado da Lorena passou a ser gerido pela França de acordo com os termos que resultaram da Guerra de Sucessão da Polônia. Francisco e a Casa de Lorena receberam o Grão-ducado da Toscana no tratado de paz que pôs termo à guerra. Depois de subir ao trono como imperador romano-germânico, o Ducado da Lorena passou, em nome, para as mãos do seu irmão mais novo, o príncipe Carlos Alexandre de Lorena que era também governante dos Países Baixos austríacos. Devido a uma série de alianças estratégicas, o ducado acabaria por ser anexado pela França em 1766.

Embora, nominalmente, ocupasse uma posição superior à sua esposa, Francisco que, apesar de competente, era mais calmo, foi sempre ofuscado pela personalidade forte da sua esposa.

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Maria Teresa da Áustria

Maria Teresa da Áustria

Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria (em alemão: Maria Theresia Walburga Amalia Christina von Österreich, em húngaro: Habsburg Mária Terézia; Viena, 13 de maio de 1717 — Viena, 29 de novembro de 1780), foi a primeira e única mulher a governar sobre os domínios habsbúrgicos e a última chefe da Casa de Habsburgo (a partir de seu casamento a Casa Real passou a denominar-se Casa de Habsburgo-Lorena). Foi soberana da Áustria, Hungria, Boêmia, Croácia, Mântua, Milão, Galícia e Lodomeria, Parma e Países Baixos Austríacos, de 1740 até a sua morte. Pelo casamento, tornou-se duquesa da Lorena, grã-duquesa da Toscana e imperatriz consorte do Sacro Império Romano-Germânico. É considerada um dos déspotas esclarecidos. Chefiou um dos estados mais importantes de seu tempo, governando grande parte da Europa Central.

O seu reinado de 40 anos foi iniciado com a morte de seu pai, Carlos VI do Sacro Império Romano-Germânico, em outubro de 1740. Isto só se tornou possível com a adesão do imperador à Pragmática Sanção de 1713, visto que os territórios dos Habsburgos eram regidos pela lei sálica, que impedia a sucessão feminina. Entretanto, com sua morte, Saxônia, Prússia, Baviera e França rejeitaram o documento que haviam reconhecido como legítimo até então. A Prússia invadiu a província da Silésia, provocando um conflito de nove anos conhecido como a Guerra de Sucessão Austríaca. Mais tarde, Maria Teresa tentaria, sem sucesso, reconquistar a Silésia durante a Guerra dos Sete Anos.

Casou-se com Francisco Estêvão de Lorena (futuro Imperador Romano-Germânico como Francisco I) e teve dezesseis filhos, entre eles as rainhas Maria Antonieta de França e Maria Carolina das Duas Sicílias, a duquesa Maria Amália de Parma e dois imperadores do Sacro Império Romano-Germânico: José II e Leopoldo II (ambos co-governantes da Áustria e da Boêmia, juntamente com a mãe).

Maria Teresa foi responsável por grandes reformas financeiras e educacionais, com o apoio do conde Frederico Guilherme de Haugwitz e de Gottfried van Swieten, promoveu o comércio e desenvolveu a agricultura, além de reorganizar o exército austríaco, o que fortaleceu a posição internacional da Áustria. Tais políticas, juntamente com a sua ambição e suas estimadíssimas origens, contribuíram para fazê-la uma das soberanas mais poderosas e temidas da Europa, perfeitamente comparável à rainha Vitória do Reino Unido, por exemplo. No entanto, ela recusou-se a permitir a tolerância religiosa, levando seus contemporâneos a avaliar seu regime como preconceituoso e supersticioso. Como jovem monarca que lutou duas guerras dinásticas, Maria Teresa acreditava que sua causa deveria ser a causa de seus súditos, mas, em seus últimos anos, passou a acreditar que sua causa deveria prevalecer.

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Irmãos de Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico e seus cônjuges:

Pai de Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico e suas esposas:

Mãe de Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico e seus cônjuges: